PATRIMÓNIO

ARQUITECTURA TRADICIONAL


O Paul é uma vila que apresenta características singulares no seu património arquitectónico, visto no passado a construção de habitações e não só, ser feita de materiais existentes na própria região como sejam os calhaus rolados do rio "bolas", o granito, o xisto, o barro vermelho, a madeira (castanho e pinho) e a telha portuguesa ou de canudo.

Hoje a Vila do Paul, apesar do ainda existente património arquitectónico, a dificuldade de loteamento, o retorno dos emigrantes, têm contribuído para a progressiva destruição do núcleo urbano da vila com maiores características tradicionais.


HABITAÇÃO - CASA TÍPICA

A Casa Típica do Paul que representa o símbolo vivo da arquitectura tradicional e o "modo vivendi" do espaço doméstico tradicional.

O calhau rolado da ribeira (“bolas”), o granito, o xisto, o barro vermelho, a madeira de castanheiro e pinheiro e a telha portuguesa ou de canudo existentes na região, são os materiais de construção utilizados na construção de habitações que arquitectonicamente representam um passado de características singulares.

As paredes exteriores, em calhaus rolados partidos ao meio, assentes em barro vermelho, aproveitando-se o granito em bloco e o xisto para as esquinas da casa assim como o vão das portas e janelas substituídos em alguns casos por travessões em madeira. No interior as paredes e o soalho eram em madeira, assim como o caibramento em barrotes para suportar não só o soalho mas também o telhado.

A casa típica onde hoje funciona o Museu Etnográfico, dividida em três pisos é o exemplo vivo da habitação típica onde no segundo andar se situa a cozinha, a divisão maior da casa onde se comiam as refeições, de mobiliário simples salientando-se a mesa baixa, os bancos sem costas (“mochos”) e a cantareira onde são se guardam os pratos, as bacias e os cântaros. A lareira sem chaminé, alem de fogão providenciava a saída dos fumos directamente pelo tecto ajudando a secar os enchidos (“fumeiro”). Esta dependência dava normalmente acesso á varanda em madeira. No piso intermédio situavam-se os quartos, aquecidos pelo calor que os animais no piso inferior forneciam e a porta era uma simples cortina.

Neste caso o piso inferior onde outrora se alojavam os animais, está instalada uma taberna típica de moldes tradicionais, que alem de espaço de convívio cultural e social, oferece a quem a visita, uma gastronomia farta e única onde o pão caseiro, os enchidos, mel, queijo, bom vinho e a centenária jeropiga ocupam um lugar privilegiado. No mesmo espaço existe um Centro de Vendas de artesanato e produtos regionais.

Outros exemplos são manifestamente visíveis em toda a Vila.



LAGAR DE AZEITE

No lagar de azeite, a roda accionada pela agua da ribeira, movimenta as galgas constituídas por duas enormes pedras de granito de forma cilíndrica, esmagam a azeitona sendo a massa obtida depositada em seiras que espremidas na prensa, da origem ao liquido que submetido a um processo de refinação com agua quente, origina o azeite.


MOINHO

O moinho é accionado pelo movimento das águas correntes da ribeira através do rodízio. Esta roda de palhetas em madeira que se move horizontalmente, faz girar o eixo ligado a mó, (pedra cilíndrica em granito), situada na parte superior do mesmo. Com sobreposição de uma outra mó, é no seu meio que o milho é moído e reduzido a farinha.

Os moinhos e os fornos comunitários constituem um importante legado de instrumentos ligados a actividade da panificação e da moagem tradicional.

A localização de moinhos junto da ribeira Caia, alguns com casa de moleiro e com cinco a seis pedras de moagem, forma um belíssimo quadro da presença humana na rica paisagem natural existente na freguesia do Paul.


PATRIMÓNIO EDIFICADO


Na vila do Paul destacam-se alguns monumentos não só pelo seu cariz histórico e antigo, mas também pela sua majestosidade e magnitude.

IGREJA MATRIZ

Este Templo de característica barroca tem no seu interior um riquíssimo tecto apainelado de pintura da arte italiana, invocando Nossa senhora da Anunciação, orago da mesma e da Vila, sendo considerado por especialistas o maior quadro pintado existente em Portugal. Dos cinco altares, três evidenciam-se pela sua riquíssima talha dourada com fino ornamento, alem das antigas e belas imagens litúrgicas ai implantadas.

SANTUÁRIO

Aquando das Invasões Francesas, diz a promessa, que se o Paul não sofresse qualquer dano, construiriam uma ermida no cimo do Monte da Fonte Santa e nos tempos vindouros durante o priorado do Padre José Santiago incentivou-se a população para a criação de uma comissão para a realização da grande obra que teria como resultado o importante e imponente Santuário em honra da Nossa Senhora das Dores.

O Santuário erguido em 1954 é de acordo com os cronistas, um dos mais belos de Portugal. A sua imponente escadaria, ladeada pelas doze capelinhas cada uma representando uma etapa da vida de Cristo, com figuras em tamanho natural, culmina no Templo, tornando-o um local de peregrinação.

Integra o conjunto um Centro Apostólico com grande capacidade para formação espiritual, pastoral e sócio-cultural.

A Vila do Paul tem ainda um belo cruzeiro rodeado por um pequeno jardim, o chafariz da praça (onde vão raparigas com graça encher o pucarinho), a povoação ia abastecer-se de água assim como os animais podiam saciar a sede. São ainda visíveis outros onde se colocavam quadras em azulejo.


PATRIMÓNIO NATURAL


A ribeira Caia nasce na Serra da Estrela, tem como afluentes as ribeira das Cortes, de Unhais da Serra, da Goia e da Erada e vai juntar-se ao rio Zêzere na freguesia do Ourondo.

Esta ribeira beneficia de inúmeros açudes, de um sistema de regadio complexo, de espelhos de água e poços límpidos.

O vale do Paul rico em recursos hídricos está localizado no sopé da Serra da Estrela, cujo acesso é possível por alguns percursos pedestre.

A topografia e hidrologia naturais são manifestamente uma mais valia para que no âmbito do lazer ofereça condições ímpares para a fuga ao stress do quotidiano.

Adultos e crianças usufruem de uma oferta diversificada de opções desde a piscina natural rasgada nas fragas, os açudes, os olhos de água, a praia fluvial, complementadas com pesca desportiva e canoagem.

Zonas de parques de merendas estrategicamente elaboradas, convidam a um lanche retemperador á sombra de uma vegetação acolhedora onde “passar pelas brasas” é quase obrigatório.

Os caminheiros em 3 horas atingem a Torre no cume da serra da estrela, alem de outras múltiplas opções estarem ao seu dispor.

Se eventualmente gosta de caça poderá usufruir desta durante a época ou treinar no campo de tiro.

Para a prática do Todo Terreno, em qualquer das suas modalidades, dispõe de condições ímpares, oferecendo não só trilhos adequados como uma paisagem deslumbrante sobre a Cova da Beira.

Usufruindo das estruturas existentes num raio de 10 km, em localidades limítrofes pode-se aceder a passeios a cavalo ou meramente hipismo e de um Kartódromo em Tortosendo (8 km), águas termais nas Termas em Unhais da Serra (10 km), corte de ténis em Cortes (6 km) ou do complexo de piscinas em Erada (4 km) e um pouco mais distante a Estância de Ski de Manteigas ou da Serra da Estrela.




 

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